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Site para clínica médica: como organizar especialidades, equipe e agendamento

Rodrigo SouzaDiagnóstico e copy

O site para clínica médica é o site da empresa. Ele apresenta todas as especialidades, todos os profissionais, os convênios, as unidades e um caminho de agendamento que funciona para qualquer um deles. A estrutura que dá conta disso tem cinco grupos de páginas: especialidades, equipe, convênios, unidades e agendamento, ligados entre si para que o paciente chegue ao médico certo por qualquer entrada.

Site da empresa com página para cada médico

Um erro frequente em site institucional é tratar a equipe como rodapé. A clínica aparece com logotipo, fachada e lista de serviços, e os médicos ficam em uma grade de fotos pequenas sem nenhuma informação. O paciente, porém, marca consulta com uma pessoa, e muitas vezes chega ao site pesquisando o nome dela.

A saída é dar a cada médico uma página própria dentro do site da clínica, com endereço próprio, como clinica.com.br/equipe/nome-do-medico. A marca da clínica continua no topo, e a página responde por aquele profissional: quem é, o que atende, em que dias e em qual unidade.

Especialidades e serviços

Crie uma página para cada especialidade e, quando houver procura, uma para cada exame ou procedimento que os pacientes buscam pelo nome. Uma página única chamada "Serviços", com vinte itens em lista, não responde bem a quem pesquisou um deles.

Em cada página de especialidade, coloque nesta ordem:

  1. 1O que a especialidade atende, em linguagem de paciente.
  2. 2Os médicos da clínica que atendem nela, com foto, nome, CRM e RQE, e link para a página de cada um.
  3. 3As unidades e os dias em que há atendimento.
  4. 4Os convênios aceitos naquela especialidade, se forem diferentes do restante da clínica.
  5. 5O botão de agendamento já filtrado para a especialidade.

Use no menu os nomes que o público usa. Se a clínica organiza internamente por "linhas de cuidado" ou "núcleos", mantenha isso para dentro e escreva "Cardiologia", "Exames", "Check-up" no site.

Equipe sem apagar quem atende

A página de cada profissional precisa de foto real, nome completo, número do CRM, especialidade com RQE, formação resumida, áreas de interesse dentro da especialidade, unidades e dias de atendimento, convênios e o botão para agendar com ele.

A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite ao médico participar de peças de divulgação como membro do corpo clínico de instituições, desde que concorde, e torna obrigatório observar nelas os dados do art. 4º (art. 9º, X). Esses dados são o nome, o número de registro no CRM acompanhado da palavra "médico" e a especialidade ou área de atuação registrada, seguida do RQE. Peça a autorização de cada profissional por escrito antes de publicar a foto e o nome.

A página geral da equipe deve permitir filtrar por especialidade e por unidade. Defina também quem atualiza a lista quando alguém entra ou sai, porque médico que já deixou a clínica e continua no site gera ligação perdida e reclamação.

Cada médico com página própria, CRM e RQE visíveis e botão de agendamento direto é o que impede o site institucional de esconder quem atende.

Convênios e unidades

A resolução permite orientar pacientes sobre o portfólio de atendimento, incluindo planos e seguros de saúde (art. 9º, V). Publique a lista de convênios em uma página própria, em texto, para que possa ser pesquisada. Uma lista feita só de logotipos em imagem fica fora do alcance de quem usa leitor de tela e da busca dentro da página.

Se a cobertura varia por especialidade, por médico ou por unidade, diga isso com clareza. Uma tabela com o convênio na linha e as especialidades na coluna resolve a maior parte das dúvidas que chegam à recepção. Informe também se há atendimento particular e como o paciente consulta valores.

Para as unidades, cada uma ganha a sua página, com endereço completo, mapa, telefone, horário, estacionamento, acessibilidade e a lista de especialidades atendidas ali. Crie um Perfil da Empresa no Google para cada unidade e aponte cada perfil para a página correspondente em vez da página inicial.

Agendamento

O paciente pode começar por três pontos: pelo médico, pela especialidade ou pela unidade. O agendamento precisa aceitar os três. Se a clínica usa agenda online, o botão de cada página já deve abrir com o filtro daquela página aplicado. Se o agendamento é por WhatsApp ou telefone, a mensagem inicial pode sair preenchida com o nome do médico ou da especialidade.

Mantenha um botão geral de agendamento visível no topo de todas as páginas. Nele, a primeira pergunta deve ser a que a recepção faria: qual especialidade, qual convênio, qual unidade. Teste o caminho inteiro no celular, do resultado da busca até a confirmação, contando quantos toques são necessários.

Combine com a recepção o que acontece depois do clique. Quem responde, em quanto tempo, e o que dizer quando o médico pedido não tem horário. Um roteiro de atendimento escrito evita que cada atendente responda de um jeito.

Identificação exigida pelo CFM

O art. 5º da Resolução CFM nº 2.336/2023 trata das peças de publicidade de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos, em ambiente físico ou virtual. Deve constar, em local visível:

  • o nome do estabelecimento com o número de cadastro ou registro no CRM (art. 5º, I, a)
  • o nome do diretor técnico médico com o respectivo número de inscrição no CRM e, onde for exigível, a especialidade com o RQE (art. 5º, I, b)

O art. 6º determina que, em sites e redes sociais, as informações de identificação fiquem na página principal do perfil ou equivalente. Na prática, coloque os dados da clínica e do diretor técnico no rodapé de todas as páginas e confira se aparecem na página inicial.

Pelo art. 3º, II, quem responde perante o CRM pela divulgação do estabelecimento é o diretor técnico médico. Por isso ele deve aprovar o conteúdo do site antes da publicação e a cada mudança relevante.

Este texto é informativo e resume pontos da Resolução CFM nº 2.336/2023 lidos no texto oficial. Ele não substitui a consulta à Codame do CRM do seu estado ou a um advogado antes de publicar o site da clínica.

Fontes

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