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Site ou Instagram para médico: o papel de cada um

Rodrigo SouzaDiagnóstico e copy

Os dois, com funções diferentes. O Instagram serve para você ser visto e lembrado por quem ainda não está procurando médico. O site serve para responder a quem já está procurando, seja no Google, seja depois de receber o seu nome por indicação. Se for preciso escolher por onde começar, comece pelo site, porque é o único dos dois que fica em um endereço seu.

O que o Instagram faz bem

O Instagram mostra o seu conteúdo a pessoas que não digitaram nada. Um vídeo curto explicando quando uma dor de cabeça pede avaliação pode chegar a alguém que nunca ouviu o seu nome. Com o tempo, quem acompanha o perfil passa a reconhecer o seu rosto, a sua voz e o seu jeito de explicar.

Ele funciona mal como arquivo. Uma publicação de três meses atrás fica enterrada no perfil, a informação de convênio se perde nos destaques, e o paciente que quer saber o endereço precisa procurar em uma biografia de poucas linhas. A plataforma também exige frequência. Um perfil parado há meses passa a impressão de consultório fechado.

O que o site faz bem

O site é onde a informação fica parada e organizada. Especialidade, formação, endereço, convênios, como agendar, o que você trata. Cada assunto tem a sua página, com endereço próprio, que pode ser enviada por WhatsApp pela secretária ou encontrada em uma busca.

Quem pesquisa "endocrinologista em Campinas" está em outro momento, diferente de quem rola a tela à noite. Essa pessoa quer marcar. O que aparece para ela são páginas de sites, perfis de empresas no mapa e plataformas de agendamento, e um site bem escrito dá ao Google material para associar o seu nome à especialidade e à cidade.

O site também trabalha sem você. Um texto publicado hoje sobre preparo para um exame continua respondendo à mesma pergunta no ano que vem, sem que ninguém precise publicar de novo.

AspectoInstagramSite
Quem chegaQuem está no aplicativo e recebe o seu conteúdoQuem pesquisou ou recebeu o seu link
O que a pessoa querVer, aprender, acompanharConfirmar e marcar
Duração do conteúdoCurta, pede publicação frequenteLonga, pede revisão ocasional
OrganizaçãoOrdem cronológicaPáginas por assunto
De quem é o endereçoDa plataformaSeu

O endereço que você controla

O perfil no Instagram é uma conta dentro de um serviço de outra empresa. A plataforma define o formato das publicações, decide para quantas pessoas cada uma é mostrada e pode mudar essas regras quando quiser. Se a conta for invadida ou bloqueada, a recuperação depende do suporte dela, no prazo dela.

O domínio do site, quando registrado no seu CPF ou no CNPJ da clínica, é seu enquanto você o renovar. Você pode trocar de fornecedor, de hospedagem e de layout, e o endereço continua o mesmo. Os links que pacientes salvaram e os que outros sites publicaram seguem funcionando.

Tudo o que você construir no Instagram deve apontar para um endereço que continue existindo se a conta sair do ar.

Como os dois se complementam

  1. 1Troque o link da biografia. Em vez de um serviço de terceiros, use uma página de links dentro do seu próprio domínio, com agendamento, endereço e os textos mais procurados. A Page for Doctor inclui essa página nos sites que entrega.
  2. 2Leve a dúvida do vídeo para o site. O vídeo de um minuto desperta a pergunta. O texto completo, com indicações e limites, fica em uma página do site, e a legenda manda para lá.
  3. 3Use as perguntas dos seguidores como pauta. O que aparece repetido nos comentários e nas mensagens é o que as pessoas pesquisam. Cada pergunta recorrente vira uma seção ou um artigo no site.
  4. 4Mantenha as informações iguais. Especialidade, CRM, RQE, endereço e telefone devem estar escritos do mesmo jeito no perfil, no site e no Perfil da Empresa no Google.
  5. 5Mande o agendamento para um caminho só. Se o site tem agenda online, o Instagram aponta para ela. Dois caminhos diferentes dobram o trabalho da secretária.

As mesmas regras do CFM nos dois

A Resolução CFM nº 2.336/2023 trata site e Instagram da mesma forma. O art. 8º, §1º, lista como redes sociais próprias do médico sites, blogs, Facebook, Instagram, YouTube, WhatsApp, TikTok, LinkedIn e outros meios similares. O que vale para um vale para o outro.

O art. 6º determina que as informações do art. 4º fiquem na página principal do perfil ou equivalente. São elas o nome, o número de registro no CRM acompanhado da palavra "médico" e a especialidade ou área de atuação registrada, seguida do RQE. Na biografia do Instagram e na primeira tela do site.

Dois pontos pedem atenção de quem publica com frequência. Conteúdos temporários, como os stories, seguem as mesmas regras (art. 6º, §1º). E publicações de pacientes ou de terceiros que você compartilha ou reposta passam a ser consideradas suas para a aplicação da norma (art. 8º, §3º).

Por onde começar com pouco tempo

Se você não tem nenhum dos dois, faça primeiro um site de uma página com especialidade, CRM, RQE, formação, endereço e agendamento. Ele fica pronto uma vez e segue útil mesmo que você passe meses sem mexer. Depois abra o perfil, já com o link do site na biografia.

Se você já tem um perfil ativo e nenhum site, o trabalho de conteúdo está adiantado. Separe as dez publicações que mais receberam perguntas e use cada uma como base de uma seção do site. Se tem um site antigo e um perfil novo, confira se telefone, endereço e convênios do site ainda estão corretos antes de mandar seguidores para lá.

Este texto é informativo e resume pontos da Resolução CFM nº 2.336/2023 lidos no texto oficial. Ele não substitui a consulta à Codame do CRM do seu estado ou a um advogado.

Fontes

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